{"id":31735,"date":"2026-05-05T10:06:00","date_gmt":"2026-05-05T13:06:00","guid":{"rendered":"https:\/\/redraes.org\/da-pesca-artesanal-ao-prato-dos-estudantes-como-o-peixe-chega-a-alimentacao-escolar\/"},"modified":"2026-05-05T11:05:44","modified_gmt":"2026-05-05T14:05:44","slug":"da-pesca-artesanal-ao-prato-dos-estudantes-como-o-peixe-chega-a-alimentacao-escolar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redraes.org\/pt-br\/da-pesca-artesanal-ao-prato-dos-estudantes-como-o-peixe-chega-a-alimentacao-escolar\/","title":{"rendered":"Da pesca artesanal ao prato dos estudantes: como o peixe chega \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o escolar"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Pesquisa ouviu 2.330 profissionais entre nutricionistas e merendeiras sobre desafios, percep\u00e7\u00f5es e avan\u00e7os da inclus\u00e3o do pescado na alimenta\u00e7\u00e3o escolar.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Bras\u00edlia, Brasil, 4 de maio de 2026<\/strong> &#8211; O peixe que sustenta comunidades pesqueiras em todo o Brasil tamb\u00e9m tem chegado ao prato de milh\u00f5es de estudantes da rede p\u00fablica. Relat\u00f3rio do Programa Nacional de Alimenta\u00e7\u00e3o Escolar (PNAE) revela que o pescado oriundo da pesca artesanal j\u00e1 integra a alimenta\u00e7\u00e3o escolar, com planejamento nutricional, preparo cotidiano pelas merendeiras e alinhamento \u00e0 cultura alimentar de cada territ\u00f3rio. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa, realizada de forma on-line entre os dias 3 e 15 de novembro de 2025, reuniu respostas de 2.330 mil profissionais, entre eles nutricionistas respons\u00e1veis t\u00e9cnicos, merendeiras e merendeiros que atuam no PNAE, em diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds, e evidencia tanto pontos de converg\u00eancia nas pr\u00e1ticas do cotidiano escolar quanto diferen\u00e7as importantes na leitura que os dois grupos fazem sobre a realidade das escolas. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"625\" height=\"663\" src=\"https:\/\/redraes.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-31730\" srcset=\"https:\/\/redraes.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-2.png 625w, https:\/\/redraes.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-2-283x300.png 283w\" sizes=\"auto, (max-width: 625px) 100vw, 625px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O levantamento, conduzido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o (FNDE), em parceria com o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) e o Minist\u00e9rio da Pesca e Aquicultura (MPA), analisou a presen\u00e7a do pescado na alimenta\u00e7\u00e3o escolar p\u00fablica e identificou diferen\u00e7as relevantes entre a percep\u00e7\u00e3o de nutricionistas respons\u00e1veis t\u00e9cnicos (RTs) e merendeiras em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 oferta, \u00e0 aceita\u00e7\u00e3o pelos estudantes e aos principais desafios para a inclus\u00e3o desse alimento no PNAE. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"974\" height=\"595\" src=\"https:\/\/redraes.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-31728\" srcset=\"https:\/\/redraes.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image.png 974w, https:\/\/redraes.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-300x183.png 300w, https:\/\/redraes.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-768x469.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 974px) 100vw, 974px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo integra um conjunto de a\u00e7\u00f5es voltadas ao fortalecimento da pesca artesanal e \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o do consumo de pescado nas escolas p\u00fablicas brasileiras, contribuindo para orientar pol\u00edticas p\u00fablicas e iniciativas de qualifica\u00e7\u00e3o dos card\u00e1pios no \u00e2mbito do Programa Nacional de Alimenta\u00e7\u00e3o Escolar. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste sentido, a proposta de a\u00e7\u00f5es, fomento e est\u00edmulo governamental enfatiza o aumento e a amplia\u00e7\u00e3o da aquisi\u00e7\u00e3o do pescado artesanal na compra p\u00fablica nacional. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta a\u00e7\u00e3o intersetorial est\u00e1 ligada ao Programa Povos da Pesca Artesanal, criado pelo decreto federal 11.626, de 2023, e em conson\u00e2ncia com as diretrizes estabelecidas pelo Plano Nacional da Pesca Artesanal. Entre os resultados do levantamento, os dados mostram que ainda h\u00e1 espa\u00e7o, possibilidades concretas e saborosas para ampliar a presen\u00e7a do pescado nas escolas p\u00fablicas. Segundo os nutricionistas, 64% indicam que o alimento ainda n\u00e3o \u00e9 servido nas unidades escolares sob sua responsabilidade. Entre as merendeiras, esse percentual \u00e9 menor, de 46%, o que aponta oportunidades de expans\u00e3o da oferta no \u00e2mbito do PNAE. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Espinhas, custo e h\u00e1bito alimentar s\u00e3o principais barreiras <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O relat\u00f3rio tamb\u00e9m identificou pontos que ajudam a orientar estrat\u00e9gias para ampliar a presen\u00e7a do pescado nos card\u00e1pios escolares. Entre as merendeiras, o cuidado com espinhas aparece como o eixo mais citado, mencionado por 54% das respondentes. J\u00e1 entre nutricionistas, o custo do produto e a aten\u00e7\u00e3o com espinhas aparecem com igual destaque, ambos com 50%, indicando temas priorit\u00e1rios para o planejamento das a\u00e7\u00f5es de expans\u00e3o da oferta. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A falta de h\u00e1bito alimentar tamb\u00e9m foi apontada por metade das merendeiras como um fator a ser trabalhado, ao lado de quest\u00f5es como disponibilidade de fornecedores locais, aceita\u00e7\u00e3o dos estudantes e necessidade de equipamentos adequados para preparo. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"580\" src=\"https:\/\/redraes.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-1-1024x580.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-31729\" srcset=\"https:\/\/redraes.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-1-1024x580.png 1024w, https:\/\/redraes.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-1-300x170.png 300w, https:\/\/redraes.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-1-768x435.png 768w, https:\/\/redraes.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-1.png 1157w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro fator analisado foi o suporte institucional recebido pelas equipes escolares. Proporcionalmente, 38% das merendeiras indicaram receber apoio t\u00e9cnico suficiente, enquanto entre nutricionistas esse percentual foi de 24%. A diferen\u00e7a pode estar relacionada \u00e0 atua\u00e7\u00e3o direta das merendeiras nas unidades escolares e ao contato frequente com as equipes t\u00e9cnicas da rede, enquanto os nutricionistas respons\u00e1veis t\u00e9cnicos avaliam o suporte considerando tamb\u00e9m desafios estruturais mais amplos dos sistemas de Ensino. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Til\u00e1pia lidera entre esp\u00e9cies mais utilizadas <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo aponta resultados semelhantes entre nutricionistas e merendeiras quanto \u00e0 escolha das esp\u00e9cies de pescado e \u00e0s pr\u00e1ticas de preparo nas cozinhas escolares. A til\u00e1pia aparece como a esp\u00e9cie predominante nos card\u00e1pios escolares, seguida por sardinha, atum e ca\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m h\u00e1 alinhamento entre prescri\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e execu\u00e7\u00e3o nas cozinhas escolares, com predomin\u00e2ncia do uso de fil\u00e9 e preparo assado, considerados formatos mais adequados ao contexto da alimenta\u00e7\u00e3o escolar. Hamb\u00farguer, alm\u00f4ndega, p\u00e3o de peixe e outras prepara\u00e7\u00f5es alternativas com pescado ainda s\u00e3o pouco frequentes nas escolas. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre as merendeiras, 67% afirmaram n\u00e3o utilizar essas op\u00e7\u00f5es, enquanto entre nutricionistas o percentual chega a 56%. O dado indica necessidade de amplia\u00e7\u00e3o de capacita\u00e7\u00f5es e desenvolvimento de receitu\u00e1rios adaptados \u00e0 realidade das cozinhas escolares, especialmente para facilitar a aceita\u00e7\u00e3o pelos estudantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Panorama regional da oferta de pescado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O levantamento apresenta os 12 estados com maior percentual de oferta regular de pescado e evidencia diferen\u00e7as regionais na alimenta\u00e7\u00e3o escolar. Essas varia\u00e7\u00f5es est\u00e3o diretamente relacionadas a fatores geogr\u00e1ficos, culturais, produtivos e log\u00edsticos, que influenciam a inser\u00e7\u00e3o desse alimento nos card\u00e1pios do PNAE. Nos estados da Regi\u00e3o Norte, como Acre (62,5%), Rond\u00f4nia (60,5%) e Amap\u00e1 (50%), os maiores percentuais est\u00e3o associados \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o ribeirinha e \u00e0 ampla disponibilidade de pescado na alimenta\u00e7\u00e3o cotidiana. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em Santa Catarina (45,7%), o desempenho est\u00e1 relacionado \u00e0 presen\u00e7a de uma cadeia pesqueira artesanal estruturada. J\u00e1 estados como Cear\u00e1 (38,3%) e Rio de Janeiro (36,8%) apresentam \u00edndices intermedi\u00e1rios, resultado da tradi\u00e7\u00e3o litor\u00e2nea, ainda que com desafios de distribui\u00e7\u00e3o para munic\u00edpios do interior. Em S\u00e3o Paulo (31,4%), a heterogeneidade entre litoral e interior influencia a menor regularidade da oferta. Minas Gerais, com cerca de 18%, registra o menor percentual por ser um estado sem litoral e com menor tradi\u00e7\u00e3o pesqueira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/fnde\/pt-br\/assuntos\/noticias\/da-pesca-artesanal-ao-prato-dos-estudantes-como-o-peixe-chega-a-alimentacao-escolar\"><strong>Conte\u00fado produzido pelo FNDE<\/strong>. <\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa ouviu 2.330 profissionais entre nutricionistas e merendeiras sobre desafios, percep\u00e7\u00f5es e avan\u00e7os da inclus\u00e3o do pescado na alimenta\u00e7\u00e3o escolar. Bras\u00edlia, Brasil, 4 de maio de 2026 &#8211; O peixe que sustenta comunidades pesqueiras em todo o Brasil tamb\u00e9m tem chegado ao prato de milh\u00f5es de estudantes da rede p\u00fablica. 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