O que disse o presidente de Honduras sobre a alimentação escolar? O discurso feito no Encontro da RAES

Presidente Nasry Asfura participou da cerimônia oficial de abertura do evento. Veja o vídeo abaixo.

Comayagua, Honduras, 1º de setembro de 2026 – Na abertura do Encontro da Rede de Alimentação Escolar Sustentável (RAES) em Honduras, realizada em 25 de agosto de 2026, o presidente Nasry Asfura participou do evento e destacou o compromisso do Governo hondurenho com o fortalecimento da alimentação escolar. Sua participação foi registrada e divulgada pela Televisão Nacional de Honduras e por diversos meios de comunicação locais.

Na ocasião, Asfura anunciou o fortalecimento do programa de alimentação escolar e destacou a importância dessa política. “Hoje nos reúne algo que, para nós, é fundamental: o futuro de nossas crianças, para dar-lhes a oportunidade de ter uma alimentação melhor e, consequentemente, uma educação e um desenvolvimento melhores”, afirmou.

O objetivo do encontro presencial da RAES, intitulado “Alimentação escolar: construindo sistemas agroalimentares sustentáveis e inclusivos”, foi permitir que os países avançassem na definição de acordos e ações em conformidade com as prioridades definidas pelos países na Agenda Regional de Alimentação Escolar da RAES, além de construir respostas coordenadas aos principais desafios da região.

O encontro em Comayagua foi organizado conjuntamente pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e pelo Governo do Brasil, por meio da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), com o Governo de Honduras como anfitrião, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDESOL).

Agradecimento à cooperação internacional

Asfura agradeceu o respaldo e o apoio do Governo do Brasil, da FAO e dos países integrantes da RAES, e destacou que a cooperação internacional pode contribuir para melhorar as políticas públicas. “A alimentação escolar não é apenas um prato de comida; é ajudar uma criança a aprender, crescer saudável e ter melhores oportunidades”, acrescentou.

O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) de Honduras atende mais de 1,215 milhão de estudantes em 21.580 centros educacionais. Em entrevista coletiva realizada no âmbito do evento da RAES, Asfura detalhou que atualmente o Governo destina 1,022 bilhão de lempiras (US$ 38 milhões) para a alimentação escolar, valor que, segundo ele, será aumentado no próximo ano, com o objetivo de melhorar sua qualidade e cobertura.

“Temos que, a cada ano, aumentar mais, ser mais eficientes na produção, na entrega e na qualidade”, afirmou. “Queremos continuar melhorando, levar alimentos, mas precisamos fortalecer nossos produtores e suas famílias no campo também”, enfatizou. “Levar o melhor prato às nossas crianças nas escolas é uma prioridade. Queremos que essa refeição seja fruto da própria comunidade, que ali mesmo seja produzida e possa ser entregue às escolas, para gerar essa produção e o desenvolvimento.”

Pescado

O presidente também destacou a importância do pescado na alimentação escolar como forma de diversificar a alimentação e fortalecer o desenvolvimento local. “Por que não incluir também o pescado? Isso contribui para melhorar a produção local, não apenas no que diz respeito à produção aquícola, mas a toda a produção de alimentos frescos mais próxima da comunidade.”

Como parte das atividades, as delegações conheceram as experiências de três países na inclusão do pescado na alimentação escolar, como parte do projeto “Incorporando alimentos aquáticos de pescadores locais e produtores aquícolas nos programas de alimentação escolar na América Latina e no Caribe”, uma iniciativa que reúne Honduras, Belize e Bolívia para promover a incorporação de pescado e produtos pesqueiros e aquícolas nos programas de alimentação escolar por meio das compras públicas.

O projeto conta com o apoio do Instrumento de Contribuições Voluntárias Flexíveis (ICVF) da FAO e dos governos de Flandres, Noruega, Catar (Qatar Fund for Development), Principado de Mônaco e Suécia. Juntamente com esses países, Brasil e Chile apresentaram seus avanços, resultados e desafios na incorporação desses alimentos aos programas de alimentação escolar.